CÓDIGO DE DEONTOLOGIA DOS ADVOGADOS EUROPEUS
Numa sociedade baseada no respeito pelo primado da lei, o advogado desempenha um papel especial.
Os deveres do advogado não se esgotam no cumprimento rigoroso do seu mandato dentro dos limites da lei.
O advogado deve servir o propósito de uma boa administração da justiça ao mesmo tempo que serve os interesses daqueles que lhe confiaram a defesa e afirmação dos seus direitos e liberdades.
Um advogado não deve ser apenas um pleiteador de causas, mas também um conselheiro do cliente.
O respeito pela função do advogado assume-se como uma condição essencial para a garantia do Estado de Direito Democrático.
As relações de confiança só podem existir se a honestidade, a probidade, a rectidão e a sinceridade do advogado forem inquestionáveis.
Para o advogado, estas virtudes tradicionais são obrigações profissionais.
Honestidade, probidade, rectidão e sinceridade compartilham o mesmo terreno moral. Difíceis de serem definidas, devem ser percebidas. Ao mesmo tempo em que são predicativos que convergem, são qualidades que se complementam em níveis que vão das instâncias mais externas das relações com as pessoas aos patamares mais profundos da relação secreta com a própria consciência.

